top of page


A Clínica Fenomenológico-Existencial
Fenomenologia e existencialismo são a mesma coisa? Por que essas tradições se encontram na clínica Resumo: Fenomenologia e existencialismo nasceram de questões e percursos filosóficos distintos. Ao longo do século XX, porém, seu diálogo ofereceu à psicologia uma maneira particular de compreender o sofrimento: não como um objeto isolado dentro da pessoa, mas como uma experiência vivida em relação com o corpo, a história, os outros e o mundo. Fenomenologia e existencialismo c

João Victor G. Sandoval
10 de set.15 min de leitura


Perito judicial e assistente técnico: qual é a diferença?
Quando uma questão discutida em um processo judicial depende de conhecimento psicológico especializado, dois profissionais podem aparecer lado a lado nos autos: o psicólogo perito judicial e o psicólogo assistente técnico. Ambos são psicólogos. Ambos podem conhecer profundamente o mesmo campo científico. Ambos precisam fundamentar sua atuação em critérios técnicos, metodológicos e éticos. Mas não ocupam o mesmo lugar no processo. Essa diferença é fundamental. O perito é chama

João Victor G. Sandoval
11 de ago.13 min de leitura


Riscos psicossociais no trabalho: o que são e por que passaram a ocupar um lugar central na gestão das organizações?
Quando pensamos em riscos presentes no ambiente de trabalho, algumas imagens surgem com facilidade. Máquinas. Produtos químicos. Ruído. Calor. Acidentes. Problemas ergonômicos. Durante muito tempo, falar sobre Segurança e Saúde no Trabalho significou dirigir o olhar principalmente para fatores como esses. Mas existe outra dimensão da atividade profissional que nem sempre é tão visível. Ela aparece na forma como o trabalho é organizado. Na quantidade de tarefas que precisam se

João Victor G. Sandoval
11 de ago.10 min de leitura


Quando sua família continua se relacionando com quem você já não é
Papéis familiares identidade e a dificuldade de mudar dentro dos vínculos. Você pode ter mudado de cidade, iniciado outra carreira, construído relações diferentes e aprendido a se posicionar. Ainda assim, ao reencontrar sua família, pode perceber que volta rapidamente ao mesmo lugar: quem resolve os problemas, quem precisa ceder, quem nunca pode falhar ou quem continua sendo tratado como incapaz de decidir. Essa experiência não significa necessariamente que sua mudança foi fa

João Victor G. Sandoval
há 2 dias7 min de leitura


Por que a relação terapêutica faz parte da própria psicoterapia
Confiança colaboração e limites no trabalho entre paciente e psicólogo Toda técnica psicoterapêutica chega a uma pessoa por meio de uma relação. Uma pergunta pode abrir uma possibilidade de compreensão ou soar invasiva. Um silêncio pode oferecer tempo ou produzir distância. Uma interpretação pode ajudar a nomear uma experiência ou fazer alguém se sentir reduzido a uma explicação. O efeito clínico depende do que é dito, do momento e de como paciente e psicólogo conseguem traba

João Victor G. Sandoval
há 4 dias8 min de leitura


Depois do voto quem continuamos sendo uns para os outros
Polarização política pertencimento e conflitos dentro da família O primeiro turno das eleições de 2026 terminou em 4 de outubro. A votação ocupou poucos minutos, mas seus efeitos não ficaram na urna. Eles continuam nas mensagens encaminhadas, nos grupos familiares, nos almoços interrompidos, nas conversas evitadas e na decisão de não visitar alguém por algum tempo. Dentro de uma família, o voto pode representar muito mais do que uma preferência entre candidaturas. Ele pode se

João Victor G. Sandoval
há 5 dias11 min de leitura


Escuta Clínica em Conflitos nas Relações Pessoais
Como compreender experiências e responsabilidades sem produzir vereditos apressados Conflitos relacionais costumam chegar à psicoterapia acompanhados de uma pergunta que nem sempre é pronunciada: quem está certo? A pessoa pode querer saber se reagiu demais, se foi injusta, se está sendo manipulada ou se deveria insistir em uma relação que lhe causa sofrimento. O desejo de um veredito é compreensível. Quando uma experiência produz dúvida, culpa ou desorientação, uma resposta d

João Victor G. Sandoval
5 de out.6 min de leitura


Compreender não é o mesmo que justificar
Como considerar motivos e contexto sem apagar o dano nem reduzir a pessoa ao que fez Quando tentamos compreender uma atitude, perguntamos como ela se tornou possível naquela história, naquela relação e naquelas circunstâncias. Quando justificamos, fazemos outra avaliação: consideramos que existem razões suficientes para tratar a atitude como correta ou aceitável. Confundir essas perguntas empobrece a conversa. Às vezes, a história de quem agiu é usada para apagar o dano. Em o

João Victor G. Sandoval
1 de out.6 min de leitura


O que acontece na primeira sessão de psicoterapia?
Você não precisa chegar à primeira sessão de psicoterapia sabendo explicar toda a sua vida. O primeiro encontro serve para abrir um campo de trabalho responsável: compreender o que levou você a procurar ajuda, iniciar a escuta clínica e esclarecer as condições do atendimento. Ele pode ser mais livre ou mais estruturado, conforme a finalidade do serviço, o contexto e a forma de trabalhar do psicólogo. Na abordagem fenomenológico-existencial, esse início não busca encaixar rap

João Victor G. Sandoval
28 de set.7 min de leitura


Crianças e adolescentes nas redes sociais.
Identidade pertencimento comparação e proteção. Crianças e adolescentes não estão apenas consumindo conteúdos quando usam redes sociais. Eles conversam, observam, criam, comparam-se, procuram reconhecimento e aprendem a interpretar quem são. Por isso, compreender essa experiência exige mais do que contar horas diante de uma tela. As redes podem ampliar amizades, aprendizagem, expressão e pertencimento. Também podem intensificar inseguranças, transformar aprovação em números,

João Victor G. Sandoval
24 de set.7 min de leitura


Às vezes evitar o conflito também afasta
Silêncio cuidado e conversas difíceis Há relações que parecem tranquilas porque tudo o que poderia produzir desconforto é rapidamente retirado da conversa. Nelas, a ausência de brigas pode conviver com o crescimento silencioso da distância. Este texto discute quando evitar o conflito protege, quando produz afastamento e como uma conversa difícil pode se tornar uma forma de cuidado sem transformar a exposição em obrigação. A ausência de conflito nem sempre é paz O conflito cos

João Victor G. Sandoval
17 de set.8 min de leitura


Encaminhar também é cuidar
Quando outro profissional ou serviço pode ser o próximo passo Um encaminhamento psicológico não precisa representar rejeição. Quando há justificativa, diálogo e continuidade, ele pode aproximar a pessoa do cuidado que sua necessidade pede. Durante um acompanhamento psicológico, a sugestão de procurar outro profissional ou serviço pode parecer contraditória. Se existe vínculo, por que indicar alguém? Se o processo está em andamento, por que mudar? Para quem recebe essa propost

João Victor G. Sandoval
15 de set.6 min de leitura


Bets: escolha individual ou compulsão socialmente projetada?
A expansão das apostas on-line no Brasil tornou insuficiente a imagem tradicional do jogo como uma atividade ocasional, realizada num lugar e num horário específicos. O cassino, a loteria e a casa de apostas foram incorporados ao celular. A possibilidade de apostar acompanha o indivíduo durante o trabalho, o deslocamento, as refeições, os encontros familiares e até a madrugada.

João Victor G. Sandoval
14 de set.14 min de leitura


Talvez o caminho que você não escolheu também doesse: arrependimento, possibilidades e as vidas que não vivemos
Existe uma comparação que fazemos com frequência e que quase sempre começa em desvantagem. De um lado, colocamos a vida que efetivamente vivemos. Conhecemos suas dificuldades. Os conflitos que aconteceram. As decisões que deram errado. As pessoas que perdemos. As oportunidades que não corresponderam às expectativas. As consequências que não conseguimos prever. Os dias em que duvidamos de tudo. Conhecemos essa vida por dentro. Do outro lado, colocamos uma possibilidade. A prof

João Victor G. Sandoval
13 de ago.19 min de leitura


O peso de poder observar a si mesmo: consciência, liberdade e sofrimento
Há algo peculiar na experiência humana. Nós não apenas vivemos. Também conseguimos, em alguma medida, perceber que estamos vivendo. Sentimos medo e podemos perguntar por que estamos com medo. Ficamos tristes e podemos tentar compreender de onde vem aquela tristeza. Tomamos uma decisão e, algum tempo depois, voltamos mentalmente a ela para avaliá-la. Falamos com alguém e, enquanto falamos, podemos imaginar a maneira como estamos sendo percebidos. Vivemos uma situação e, simult

João Victor G. Sandoval
13 de ago.21 min de leitura


O peso de querer controlar tudo: responsabilidade, limites e aquilo que não depende de nós
Existe uma promessa silenciosa por trás de muitas tentativas de controle: se eu conseguir prever suficientemente bem o que pode acontecer, talvez consiga impedir que algo dê errado. Pensamos antes de agir. Repassamos conversas. Tentamos antecipar reações. Organizamos possibilidades. Planejamos o futuro. Revemos decisões. Procuramos sinais de que estamos seguindo pelo caminho certo. Em alguma medida, tudo isso faz parte da experiência humana. Planejar não é um problema. Avalia

João Victor G. Sandoval
13 de ago.15 min de leitura


Nem todo luto acontece depois da morte: sobre as perdas que acompanham nossas escolhas
Quando ouvimos a palavra luto, quase imediatamente pensamos na morte. E isso faz sentido. A morte talvez seja a forma mais evidente e radical de perda: alguém que fazia parte do nosso mundo deixa de poder ser encontrado nele da mesma maneira. Há uma ruptura concreta entre aquilo que existia e aquilo que já não pode continuar existindo. Mas nem toda perda envolve a morte de alguém. Há relações que terminam enquanto ambas as pessoas continuam vivas. Há lugares dos quais partimo

João Victor G. Sandoval
13 de ago.11 min de leitura


Você nunca terá uma versão definitiva de si mesmo
Identidade, mudança e o eterno processo de tornar-se Há perguntas que parecem simples até que tentamos respondê-las com alguma seriedade. “Quem sou eu?” talvez seja uma das maiores delas. Desde cedo aprendemos a nos descrever. Dizemos nosso nome, nossa profissão, nossa idade, nossas preferências, nossas características, nossas convicções. Com o passar do tempo, acrescentamos outras definições: sou tímido, sou extrovertido, sou racional, sou sensível, sou alguém que gosta diss

João Victor G. Sandoval
13 de ago.9 min de leitura


Como a Psicologia contribui para a Justiça?
Quando pensamos na atuação de um psicólogo, o consultório ainda costuma ser uma das primeiras imagens que aparecem. Mas existem situações em que compreender uma experiência humana não é necessário apenas para fins de cuidado ou psicoterapia. Às vezes, essa compreensão se torna relevante para uma decisão judicial. Uma separação familiar pode envolver perguntas sobre vínculos, desenvolvimento e exercício das funções parentais. Uma alegação de dano pode exigir investigação sobre

João Victor G. Sandoval
11 de ago.14 min de leitura


NR-1 e riscos psicossociais: qual é a contribuição da Psicologia?
A discussão sobre saúde mental no trabalho ganhou uma nova dimensão no Brasil. Desde 26 de maio de 2026, está em vigor a nova redação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A mudança reforça que esses fatores devem integrar o mesmo processo de identificação, avaliação, classificação, prevenção e acompanhamento aplicado ao

João Victor G. Sandoval
11 de ago.14 min de leitura
bottom of page